Adaptação ao mundo "open-minded" holandês

A Gabi cursa graduação-sanduíche em Geografia na Radboud University pelo Ciência sem Fronteiras. Nesse depoimento ela conta pra gente sobre a diferença entre o ritmo de vida que tinha em São Paulo e o que leva agora na Holanda

Devo dizer que o começo não foi tão fácil como eu imaginava, achava que o frio seria um problema e achava que me adaptaria fácil ao mundo "open-minded" holandês. Incrivelmente foi o contrário, o frio não foi um realmente um depoimento _gabee 1problema. Aos poucos você se acostuma em sair com várias blusas, aprende a fazer combinações de meias e saias e até a achar bonito certas combinações. Porém, a adaptação demorou um pouco.

É claro, cada um tem uma experiência muito particular para generalizar, no meu caso, criei muitas expectativas com relação a uma viagem para a Europa e não particularmente para o lugar Holanda. Há também o fato de eu ser de São Paulo, eu acostumada a um tipo de agitação e vai-e-vem típico de grandes centros tendo a sentir falta do caos como padrão cotidiano de movimentação. Engraçado isso, afinal no discurso muitos querem paz e tranquilidade, já eu, senti no começo a falta do jeito caótico do dia-a-dia.

Mas tudo muda com o tempo e isso é ótimo. Conhecer pessoas que te expliquem mais sobre a cultura também muda tudo. Afinal, nos primeiros meses se anda muito com internacionais que também não sabem nada sobre a Holanda (bem na hora que é mais importante saber coisas sobre ela). Concluo que agora vivo a melhor parte da viagem, ainda tenho tempo para aproveitar e agora estou mais acostumada com os horários, sanduichinhos diários, entendo um "trekken of duwen" nas portas (não que "pull or push" seja mais fácil... afinal será eternamente difícil separar "push" de "puxe"), ao sistema de aulas, regras que não são tão regras assim e das felicidades em sair de casa quando está 10 graus depois de fazer duas semanas de -5.

Há um momento que você se acostuma ao ritmo e especificidades do lugar, especialmente depois que você tem a oportunidade de viajar para outros lugares. Neste momento você se liga do que sentirá falta na Holanda quando voltar para casa. A facilidade de se chegar a qualquer lugar de bicicleta e a segurança de andar na rua mesmo de madrugada serão coisas que sentirei muita falta.

Fora a beleza da cidade, a neve, a universidade bem estruturada, as pessoas que conheci...

Depoimento _Gabee 2Basicamente minha escolha de Bélgica para Holanda mudou por causa da Nuffic. E tive muita sorte nesse sentido. Estou muito bem acessorada aqui e isso conta muito. Não só por vocês, mas a Radboud também é muito atenciosa com os estudantes internacionais.E conhecendo a "real dutch life", afinal, amsterdam é qualquer coisa menos Holanda (no caso é mais holanda e menos Nederland... haha)! ;)

Gabrielle Mesquita Alves Rosas

Curso: Graduação-sanduíche em Geografia na Radboud University pelo Ciência sem Fronteiras

última modificação 2013-08-23 19:29